Recomenda-se em Português… A Manhã do Mundo

Este livro de estreia de Pedro Guilherme-Moreira é um gigantesco exercício acerca do destino, das probabilidades, das relações e, principalmente, da vida. “A Manhã do Mundo” tem partes magistrais, personagens intimas e interessantes e, acima de tudo, uma essência que toca directamente na alma do leitor.

Image

Ficha Técnica:
Autor – Pedro Guilherme-Moreira
Editora – Dom Quixote
Edição – 2011
ISBN – 9789722045193

Sinopse:

No dia 12 de Setembro de 2001, Ayda encontrou-se com Teresa num café de Allentown e, com o jornal aberto sobre a mesa, foi implacável com os que tinham saltado das Torres Gémeas, chamando-lhes cobardes; mas não disse à amiga que, na verdade, o que sentia era outra coisa, uma grande frustração por o marido e o filho a terem abandonado e rumado a Nova Iorque num momento em que ela se recusava a tomar a medicação e lhes tornava a vida um Inferno – e de não ter coragem de fazer o que esses tinham feito.
Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon – todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História?
Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos – se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo.
Anúncios

Recomenda-se em Português… Deixem Falar as Pedras

Um livro de David Machado sobre encontros e desencontros, sobre a felicidade e a amargura, sobre o sonho e a realidade, sobre o passado e o presente. Tudo está fielmente ligado nesta ficção onde a esperança mantém vivos os espíritos dos personagens.

Image

Ficha Técnica:
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 336
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722045032
Sinopse:
No dia em que se ia casar, Nicolau Manuel foi levado pela Guarda para um interrogatório e já não voltou. Viveu, assim, quase toda a vida na urgência de contar a verdade a Graça dos Penedo, a noiva que mais tarde lhe seria arrebatada pelo alfaiate que lhe fizera o fato do casamento. Porém, sempre que se abria uma possibilidade, uma ameaça desviava-o dramaticamente do seu destino – e agora, meio século volvido, está velho de mais para querer mudar as coisas, gastando os dias com telenovelas. De tanto ter ouvido ao avô a sua história rocambolesca, Valdemar – um rapaz violento e obeso apaixonado pela vizinha anoréctica – não desistiu, mesmo assim, de fazer justiça por ele. E, ao encontrar casualmente a notícia da morte do alfaiate, sabe que chegou a hora de ir falar com a viúva: até porque essa será a única forma de resgatar Nicolau Manuel da modorra em que se deixou afundar.
Alternando a narrativa dos sucessivos infortúnios de Nicolau Manuel – que é também a história de Portugal sob a ditadura, com os seus enganos, perseguições e injustiças – com a de um adolescente que mantém um diário com numerosas passagens rasuradas como instrumento de luta contra o mundo -, Deixem Falar as Pedras é um romance maduro e fascinante sobre a transmissão das memórias de geração em geração, nunca isenta de cortes e acrescentos que fazem da verdade não o que aconteceu, mas o que recordamos.

O Que Eu Penso D… O Fogo do Céu

Sinopse:

Em 173 d.C., durante a época do Imperador Marco Aurélio, o Império romano enfrenta grandes e complexos desafios: se, por um lado, deve manter a integridade das suas fronteiras, defendendo-se dos bárbaros, por outro tem de manter a ordem numa capital cuja população imigrante, ávida de prazer, aumenta sem cessar.
Aqui se cruzam Cornélio, um rapaz provinciano em busca de um destino glorioso, Valério, um centurião veterano, Rode, uma prostituta, e Arnúfis, um mago oportunista. As vidas destas quatro personagens serão submetidas a uma prova que transcende a compreensão humana.
Nesta sua ficção sobre um episódio extraordinário, César Vidal, um dos mais prestigiados autores de romance histórico, transporta-nos para Roma, nos finais do século II, e mostra-nos como o amor e a morte, a guerra, a compaixão, a dignidade e a lealdade são temas milenares da nossa espécie.

Opinião:

Com uma linguagem directa e eloquente, César Vidal narra-nos uma história recheada de factos verídicos, que com a sua verdade nua e crua me foram chocando do inicio ao fim.
O escritor relata-nos um período de tempo em que as quatro personagens principais passam por provações cada vez mais perigosas.
No fim, todas elas vão ter uma ligação e… um final feliz.
Com eloquência e referência à lingua grega, o texto torna-se muito heterogeneo e, por isso, nada monótono.
Acho que a narrativa está um pouco carente de diálogo, tornando-se cansativo ler um texto tão extenso e complexo, já que o autor não nos poupa a lições de história.
Não sei se era esse o intuito de César Vidal, mas este livro pareceu-me de certa forma um recrutamento, ou sermão se preferirem, para o cristianismo.
De qualquer maneira, tenho que dar os parabéns pela escrita correcta e pelo desenvolvimento das personagens.