O Que Eu Penso De… Destinos Interrompidos

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Ficha Técnica:

Título Original – Starters
Autora – Lissa Price
Editora – Planeta
Edição – Maio 2013
ISBN – 9789896573577

Sinopse:

Uma aventura pós-apocalíptica onde os jovens têm de lutar contra uma sociedade fascinada pelas aparências e que se aproveita deles. Uma sociedade onde a juventude é o bem mais apreciado e uma verdadeira mercadoria.
Callie tem dezasseis anos e vive com Tyler, o irmão mais novo, e Michael, um amigo, nos escombros da cidade de Los Angeles. Quando as Guerras dos Esporos rebentaram, matando todos aqueles que tinham mais de vinte anos e menos de sessenta, Callie perdeu os pais. Como muitos outros Iniciantes, teve de aprender a sobreviver, ocupando prédios desabitados, roubando água e alimentos, fugindo aos Inspectores e combatendo os Renegados.
Para tirar Tyler das ruas e garantir ao irmão uma vida melhor, Callie só vê uma solução: oferecer a sua juventude à Destinos Primordiais, uma empresa misteriosa que aluga corpos adolescentes aos velhos Terminantes — seniores, com centenas de anos, que querem ser jovens outra vez.
A vida quase parece um conto de fadas, até Callie descobrir que a sua locatária não quer apenas divertir-se e que, no mundo perverso da Destinos Primordiais, a sobrevivência é apenas o começo.

Opinião:

Confesso que iniciei esta leitura mais por curiosidade pela capa do que pela sinopse.

Como disse na minha última opinião, começo sempre este tipo de livros distópicos com muito cepticismo e desconfiança por que Jogos da Fome são Jogos da Fome.

Mas, pronto, temos que dar sempre o desconto e por isso lá fui lendo o livro e tentando entrar na história.

A ideia está gira, mas o facto de envolver crianças muito jovens e velhos muito velhos não contribui para que seja tudo viciante. Lá original é, porque nunca li nada assim, com personagens destas, mas o facto de ela só fazer sacrifícios por causa do irmão, mas deixá-lo sozinho durante meses para fazer vida de rica não me convenceu minimamente. Sim, sim, ela lá tem as suas razões, mas pronto… Além disso, e sim sei que sou repetitiva, este sacrifício e esta protecção para com os irmãos mais novos começa a ser ponto obrigatório para os livros deste género. Só o Divergente se escapou e mesmo assim havia ali aquele sentimento muito óbvio de família. Digo isto, porque tal como nos Jogos da Fome, como aqui e como no Desaparecidos, de Michael Grant (opinião em breve), baseia-se tudo na juventude e há sempre uma personagem, principal ou secundária importante, que anda sempre a arriscar-se por causa do irmão ou irmão mais novo(a).

Ah e aquilo dos hospedeiros? Nómada! Óbvio, mas de forma mais virtual, digamos assim.

Sou só eu que vejo estas semelhanças?!

Aqui não está em causa se é cópia ou não, mas lá coincidência é.

Tirando coincidências, tenho que começar a por um tópico só para estas, gostei bastante do último terço do livro. A evolução das relações entre “corpos e mentes”, o facto de Callie não ficar com o seu amigo de infância e o namorado novo não ser aquilo que era, surpreendeu-me positivamente.

Também gostei do final ter aquele quê de mistério e de falta de resolução completa. Espero que o próximo seja mais como esta última parte para decidir se de facto fiquei fã de Lissa Price ou não.

Concluindo, não foi um livro que me fizesse sentir satisfeita quando o terminei. Melhorou, tal como disse, mas achei-o muito morno, sem grandes picos de excitação. A personagem do Velho não me despoletou muita emoção, quando penso que era objectivo da autora ficarmo-nos a roer de curiosidade.

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