Mirror Mirror on the Wall…

… Who’s The Fairest Of The Goodreads.

Esta semana decidi dar-vos a conhecer um dos meus clássicos de eleicção, e as suas respectivas capas no nosso Portugal: O Monte dos Vendavais de Emily Bronte.

E agora vocês estão a pensar: “Mas que têm de extraordinário as capas de um livro velho?”

Ao que vos respondo, aos meus olhos, a magia da obra, torna a sua capa, seja ela qual for, absolutamente fenomenal.

Começo pela capa mais antiga:

 

Capa 2

A acompanhar o filme de 1992, eis que as Publicações Europa-América surgem com o livro em português, em 1993, com uma capa alusiva ao filme de Peter Kosminsky.

Com Ralph Fiennes e Juliette Binoche na capa, em que o primeiro demonstra o espírito indomável e enlouquecido de Heathcliff, enquanto que a actriz, apresenta-se calma e sóbria, como ambas as Cathys foram nos seus primórdios.

Uma capa que ilustra, muito bem, a bizarra obra.

Em 2001, a Relógio D’Água decide dar o seu “ar de graça” à obra, surgindo com uma nova capa:

Capa 1

Mas é uma pena que esta seja enfadonha, e com uma escolha de cores muitos triste.

Amarelo como cor de fundo, sendo uma cor de alegria e primaveral, nada a ver com o monte dos Vendavais de Emily Bronte! E uma senhora insípida no centro da capa, que em nada me lembra Cathy.

Depois do fiasco de 2001, a Editorial Presença arregaça as mangas e investe numa capa,que embora simples, ilustra na perfeição “O Monte dos Vendavais”.

Capa 3

Uma pessoa em sofrimento, uma árvore entortada pelo vento, um céu cinzento…. Perfeito!

Lembram-se do Twilight-boom em 2008 com o lançamento do primeiro filme da saga Luz e Escuridão de Stephanie Meyer? Comcerteza se lembrarão, também, de algumas referências à obra de Emily Bronte por parte dos protagonistas do filme de vampiros. E é através de Bella e Edward, que a editora ASA decide aposta na reedição do clássico.

Capa 4

E o que posso eu dizer sobre esta capa da Gailivro? Ora bem, que ela é bonita, é, mas induz o leitor a um livro de fantasia, ao estilo Twilight, quando na verdade, estamos perante um dos romances mais bizarros e psicológicos de sempre, mas que poderá não ser bem apreciado pelo palato literário juvenil da nossa época.

Last, but not least, a editora Civilização reúne uma série de clássicos da literatura, editando-los com capas padronizadas, este ano.

Capa 5

 

Encadernação cartonada, simples, mas que não foge ao tema. Embora não sendo a capa que melhor transparece o conteúdo da obra, é a que melhor se lhe aplica, ao torná-la “classic material”; ou seja, dá-lhe um ar sério e de clássico que uma obra como esta bem merece.

2 pensamentos sobre “Mirror Mirror on the Wall…

  1. Mafalda Maria Josefina Carlota, as capas podem não ser nada de extraordinário, mas a estória é arrebatadora, e nunca deves julgar um livro pela sua capa… OUBISTESSS?? 😛

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