O Que Eu Penso D… A Senhora dos Rios

Ficha Técnica:
Título Original – The Lady of the Rivers
Título – A Senhora dos Rios
Autora – Philippa Gregory
Editora – Civilização
Edição – Fevereiro 2012
ISBN – 9789722630115

Sinopse:
Jacquetta é casada com o Duque de Bedford, regente inglês da França, que lhe dá a conhecer um mundo misterioso de conhecimento e de alquimia. O único amigo de Jacquetta é o escudeiro do duque, Ricardo Woodville, que está a seu lado quando a morte do duque faz dela uma viúva jovem e rica.
Os dois tornam-se amantes e casam em segredo, regressando à Inglaterra para servir na corte do jovem monarca Henrique VI, onde Jacquetta vem a ser uma amiga próxima e leal da sua nova rainha.
Depressa os Woodville conquistam uma posição no núcleo da corte de Lencastre, apesar de Jacquetta pressentir a crescente ameaça vinda do povo da Inglaterra e o perigo de rivais pretendentes ao trono. Mas nem a coragem e a lealdade dos Woodville bastam para manter no trono a Casa de Lencastre. Jacquetta luta pelo seu rei, pela sua rainha e pela sua filha Isabel, para quem prevê um futuro extraordinário e surpreendente: uma mudança de destino, o trono da Inglaterra e a rosa branca de Iorque.
Opinião:
Tenho uma certa pena de não ter lido este livro em primeiro. Ao inicio pensei que foi uma grande falha da parte da editora, mas à medida que fui lendo do meio para o final fui-me apercebendo que podemos ler A Senhora dos Rios com a mesma intensidade como se fosse o primeiro desta trilogia. Talvez até mais.
Mais uma vez noto que Philippa Gregory tem algo de diferente na maneira como conta as suas histórias. Talvez seja mesmo isso – ela conta uma história em que o narrador é o principal, mas sem apagar a “luz” de todas as outras personagens.
Outro ponto forte desta escritora é a maneira como ela transmite os sentimentos e acções mais crus do Homem. Como ela mete a nu toda aquela crueldade e egoísmo, mas também todo o amor e carinho, estes dois últimos aqui muito bem transmitidos através de Ricardo e Jacquetta. É sem duvida o melhor casal de personagens que já li nos últimos tempos.
A magia e a religião mais uma vez estão presentes em quantidades q.b. tal como o medo e a segurança aliadas a eles, respectivamente.
Os cenários de guerra, apesar de descritos aos poucos e indirectamente pelos mensageiros, estão muito vividos e além de nos fazerem sentir empatia pelos que estão no meio da batalha também nos fazem sentir o mesmo por quem espera pelos seus homens.
Uma cena que me fez muita impressão é quando Jacquetta e a Rainha Margarida estão muito próximos da batalha e nos descrevem alguns dos horrores que acontecem depois, i.e. pilhagem e violações. Fico particularmente sensível quando me descrevem estas ultimas.
O final, para quem já leu A Rainha Branca, vai trazer aquele sentimento de nostalgia e fazer-nos ter vontade de pegar novamente nesse volume e reler, no mínimo, essa primeira parte. E é o que eu vou fazer logo que esteja perto dele!
Frase Preferida:
Uma joia de casa para um diamante de uma duquesa.” página 115
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