O Que Eu Penso D… Segredos do Passado

Ficha Técnica:

Título Original – A Place to Call Home

Título – Segredos do Passado

Autora – Deborah Smith
Editora – Porto Editora

Edição – 2011
ISBN –
9789720045409

Sinopse:
Filha de uma respeitada família de Dunderry, na Geórgia, Claire Maloney era uma menina caprichosa e mimada, mas isso não a impediu de travar amizade com Roan Sullivan, um rapaz feroz, órfão de mãe, que vivia numa caravana com o pai alcoólico. Nunca ninguém conseguiu compreender o laço que unia as duas crianças rebeldes.
Mas Roan e Claire pertenciam um ao outro¿ até à violenta tarde em que o terror tomou conta das suas vidas e Roan desapareceu.
Durante vinte anos, Claire procurou o rosto do seu amor de infância por entre a multidão. Durante vinte anos, esperou ansiosamente uma carta e sobressaltou-se a cada toque do telefone. No entanto, quando Roan surge novamente na sua vida, a alegria de Claire não é completa, pois ao contrário do que se afirma o tempo não apaga todas as feridas.
Algumas permanecem ocultas, prestes a reabrir-se ao mais pequeno incidente. Que segredos do passado envenenam o presente e minam o futuro?

Pela consagrada autora de A Doçura da Chuva, um romance comovente e original que relata um amor inocente capaz de sobreviver a todas as adversidades.

Opinião:
Passou à frente de uns quantos, mas já cá andava à meses! A culpada desta batota foi a Mafalda que fez com que o colocasse na estante dos prioritários e depois de olhar demasiado para ele lhe pegasse.
Comprei o Segredos do Passado por impulso. Não pela capa nem pela sinopse, mas sim pelas tão boas opiniões de A Doçura da Chuva da mesma escritora. Pois…
Considero, agora que o terminei à quase um dia e já se começou a desvanecer a magia da leitura, que a escrita de Deborah Smith é diferente. Não a consigo comparar com nenhum outro livro – ponto a favor.
Estranhei bastante no inicio, pois estava à espera de um começo mais adulto com uns feedbacks aleatórios ou ocasionais. O que aconteceu foi uma obra com um seguimento linear, apenas com um intervalo de quase 20 anos, como nos promete a sinopse, que vai apresentando flashs do Passado das personagens, das cidades, das famílias.
Achei um pouco estranho, e aqui desconfio que foi da tradução, na segunda metade do livro as personagens se referirem à família Maloney como “a família”. Não consigo explicar bem este ponto, mas depois de lerem compreenderão.
O livro no geral é um pouco lento, com os encontros um pouco esbatidos, e, penso, que foi por estas razões que demorei tanto a envolver-me com a história.
O final não é ansiosamente esperado como devia, apesar das muitas revelações e reconciliações.
o texto é fluido, tal como as passagens e os cenários. Penso que a característica mais forte de Deborah são as ligações e os pequenos pormenores que encontramos entre personagens e locais, o que faz com que não fiquemos viciados mas que a obra nos fique na memória.
Penso que irei relembrá-la com carinho, pois a personagem Claire é daquelas com que temos muita empatia enquanto criança e que depois nos queremos identificar quando já é adulta.
Em relação a Roan ainda estou um pouco confusa, pois no inicio ele demonstra apenas a ver como uma irmã, enquanto ela tem uma paixão bastante precoce por ele, mas depois passados 20 anos ele faz tudo para a reconquistar, apesar de algumas formas serem um pouco cruas e pouco emotivas, quando comparadas com a maioria. Este personagem também é muito peculiar. Quando é mais novo, a escritora conseguiu transmitir bastante bem o seu lado adulto, a sua força.
A minha cena preferida é talvez quando ele mata o pai. antes já tinha mostrado o quanto herói conseguia ser, mas nesse momento a cena é tão intensa que a conseguimos visualizar bastante bem e colocarmo-nos no lugar da Claire mais jovem.
Como podem ver, o livro é bastante suave, mas é também pontuado por cenas marcantes que compensam todas as outras mais simples.

Frase preferida:
“Nesse ano, estava uma daquelas noites deliciosas, ainda levemente estivais, em que fluem no ar ameno correntes flagrantes e a lua sobe cheia e madura sobre árvores salpicadas com as primeiras tonalidades de dourado e vermelho.” página 69

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