O Que Eu Penso D… À Minha Filha em França

Sinopse:

Um testamento inesperado, a uma filha desconhecida, que vai alterar a vida de duas famílias.

“À minha filha em França…” Estas palavras, ouvidas pela primeira vez aquando da leitura do testamento do irlandês Richard Kirwan, têm um efeito devastador nos seus filhos. Por sua vez, do outro lado do Canal da Mancha, o mundo perfeitamente ordenado de Solange de Valnay, de 24 anos, é também fortemente abalado. O homem que ela sempre considerou como pai não é, afinal, o seu pai verdadeiro? A mãe, única pessoa capaz de responder a tão inquietante pergunta, já morreu, e Solange decide rejeitar os seus meios-irmãos irlandeses. Mas a verdade é impossível de apagar, e a recém-descoberta família terá de ultrapassar as diferenças e enfrentar o passado.
Uma extraordinária história de paixões proibidas, de sacrifícios feitos por amor e pela honra, de coragem e heroísmo. Um drama histórico que se movimenta entre a França ocupada, a costa de Connemara e a região francesa das vinhas de Languedoc nos anos setenta.

Opinião:

A capa não nos revela nada, por isso o conteúdo deste livro vais nos espantar pela sua simplicidade, mas ao mesmo tempo pela sua profundidade.
Tem um vasto leque de personagens e cada uma vai nos contar à sua maneira a sua história, tanto no Passado como no Presente.
As mais presentes são Eleanor e Solange, as duas meias-irmãs, tão distintas uma da outra, apenas com o pai e a descoberta de toda a história familiar em comum. Estas estão rodeadas por um inúmero número de amigos e pessoas que as amam e que com as suas próprias experiências, passados e sentimentos vão ajudá-las a atravessar uma fase difícil de perdas e descobertas.
Os cenários são lindos e inspiradores: a Irlanda sempre verde e pura, a Alemanha forte e rude, e a França distinta mas frágil. Cada um vai ser pano de fundo de mil e um acontecimentos que vão tornar a vida destas personagens num emaranhado forte e turbulento, numa teia enraizada cheia de nós, mas com um principio e um fim.
Gostei particularmente da história de Seamus e Leah, da coragem e dedicação de Stefan, da resistência de Charlotte e, surpreendentemente, da personalidade de Celine. Esta ultima só nos é apresentada nos últimos capítulos, mas vão mudar todas as ideias e opiniões que temos quanto ao triângulo amoroso de Helena, Richard e Celine.
Penso que não é justo catalogarmos esta obra como romance. Sim, há muito amor nela, mas principalmente muita coragem, amizade e lealdade. Este livro é portanto um conjunto de razões muito boas para o ler: tem história, tem cultura, tem diversidade tanto de cenários como de personalidades, tem um leque vasto de sentimentos, mas principalmente tem o talento de duas escritoras que tão bem sabem transmitir todo o conhecimento e todos estes pensamentos e ligações entre tudo e todos.
As minhas expectativas no inicio estavam um pouco a baixo, apesar de mo terem recomendado bastante, mas, apesar de ter demorado bastante a terminá-lo, no final fechei o livro bastante satisfeita e agradecida por o ter lido.
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